Padrões de design web 2.0 (badges)
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As mudanças ocorridas na web nos últimos anos, a tornaram mais aberta e permissiva, potencializando a participação do usuário. A web 2.0, termo originado nas comparações feitas por Tim O’Reilley na conferência de 2004, transformou-se em realidade e provocou uma mudança na forma dos sites serem projetados. Além disso, esta dinâmica mudou o perfil dos usuários que deixaram de ser expectadores e assumiram também o papel de editor. 3
Isso provoca a saída do modelo tradicional onde a informação tem origem de 1para N (figura 1); para um novo modelo onde a informação circula de N para N (figura 2), indicando que os grandes grupos de mídia não competem mais só entre si. Ou seja: nessa nova fase da Internet, cada usuário pode ser interpretado como um veículo de mídia. Logo, a competição é muito maior. Então, para garanir a audiência e rentabilidade, não é mais possível operar em um modelo onde as pessoas tenham que vir até um único site para consumir determinado conteúdo. 3
Para se manter competitivo nessa nova web, que também está cada vez mais baseada em busca, é fundamental projetar sites que possam tanto ser exportados e integrados a outros quanto capazes de receber conteúdos e serviço de fora. Isso também é fundamental para ajudar a aumentar a relevância dos sites nas ferramentas de busca, em especial o Google, a mais importante ferramenta de busca da atualidade. 3
É importante entender que um badge no mundo real significa um emblema, um crachá. E sua função vai além da simples identificação de um indivíduo. Ele também informa se a pessoa faz parte de algum grupo ou fez algo relevante. Por exemplo: quando participamos de um seminário usamos um crachá de identificação com nosso nome e o da instituição a qual estamos vinculados. Porém, é comum notarmos o uso de cores nos crachás para facilitar a identificação das pessoas que tem direito só às palestras ou às palestras e workshops ou ainda, às palestras, workshops e refeições. Entre os militares também é comum o uso de emblemas para identificar pessoas, cargos e alguns eitos que mereçam destaque. 3
Na Internet é similar. No caso de uma pessoa que gosta muito de fotos, provavelmente, ela estará cadastrada em um conjunto de sites sobre o assunto. Alguns desses sites podem oferecer badges, então ela retira um ou mais badges de um ou mais sites e cola em seu blog, onde conta como foi fazer a produção das fotos. Essa retirada do badge é na verdade a realização de uma cópia de um trecho do código do site onde as fotos são publicadas e cola deste mesmo trecho de código, no código do blog. 3
Pode-se dizer então, que os badges são trechos de código disponibilizados por alguns sites para serem acoplados a outros, com a função de importar o conteúdo – gerado pelos usuários ou não – de maneira dinâmica. 3
Para exemplificar o que é um badge, apresenta-se o badge do site twiter (www.twiter.com) que é utilizado no blog www.mtristao.com. Com este badge o blog apresenta o conteúdo que o autor escreve no twiter via Internet ou celular. 3
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3 TRISTÃO, Mário – Dissertação (Mestrado em Artes e Design) – Pontífica Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008

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